terça-feira, 24 de janeiro de 2012

História de alguém questionador, talvez um pouco presunçoso e imaginário.

Era uma vez...


Tinha 20 anos e achava que sabia tudo da vida. Tinha sua opinião política, religiosa, e também sobre a sociedade, sobre o amor e sobre os homens. Não bebia nem fumava; mas aproveitava a vida loucamente sempre que dava. Do seu jeito. Era uma louca precavida.

Perdoava as pessoas, as entendia, as amava, procurava sempre ver o lado bom. Não gostava de gente que só reclama. De gente que só sabia falar mal das coisas e das pessoas. Se você reclama de alguma coisa, faça algo para mudar, não fique se acomodando no que você acha que está errado ou ruim. Não tenha medo de mudar de seção, de trabalho, de escola, de namorado, de curso, de vida. Ah, a vida.

Via a vida como uma coisa bela. Difícil, sim, complicada, sim, e sofredora; mas bela. Bela e artística. Aliás, amava a arte. A arte faz as coisas ficarem mais bonitas. Mais reais, ou mais imagináveis. Faz você sentir coisas novas. Ver de ângulos diferentes do que você está acostumado. E sentir emoções também. A emoção de ouvir uma boa música, que pode te fazer relaxar ou ficar mais apressado, ou fazer ficar mais triste ou mais feliz, dependendo do ritmo. Tente por exemplo, em uma discussão, colocar de fundo um piano suave ou um rock, para ver o efeito que dá.

Não era romântica; não quer dizer que não amasse. Talvez por desentendimentos passados isso foi se perdendo. Amava de outro jeito, gostava de companhia, de conversar, de fidelidade, de um sentimento verdadeiro correspondido. De ir pra lugares juntos, de compartilhar idéias, sonhos, dividir coisas e momentos. Não achava importante presentes caros, lugares chics, ou coisas materiais. E também não adiantava as pessoas dizerem coisas bonitas e fofas, sendo que não era aquilo mesmo que estavam sentindo. Admitia que todos fossem falsos com ela; afinal, que não é falso e hipócrita hoje em dia; menos seu pai e sua mãe, claro, e com quem ela estivesse tendo um relacionamento. Ele tinha o dever de ser verdadeiro, sem personagens, de ser ele mesmo, falar o que sente, o que gosta, ser do jeito que é, mesmo que bravo, que desligado, que preguiçoso, que esquecido. Não precisava ser perfeito. Ninguém é perfeito. Só precisava gostar dela. Mesmo que você ache que alguém é perfeito, alguma hora vai descobrir o defeito da pessoa. E talvez seja um defeito muito grave, muito bem disfarçado.

Tentava aprender as coisas pelo amor, e não pela dor. Não precisou viver uma vida inteira de exageros e abusos para perceber certas coisas. Desde nova já tinha uma alimentação saudável, um comportamento decente e noção de certo e errado. Achava muita coisa comum errada. Mas se fosse dizer pras pessoas sua opinião, seria taxada de louca radicalista. E era mesmo. Não bebia, não fumava, não pegava, não dirigia, não abusava do poder, não julgava (pelo menos tentava não fazer isso), não gostava de televisão, não comia carne, não tomava refri, e estava parando com as gorduras trans. O segredo era: saber o porque estava errada, aceitar e ter disciplina para mudar. Disciplina que poucos tem.

Não gostava que os outros impusessem o que era pra ser feito. E se quisesse estudar outro curso ? Namorar de outro jeito ? Não casar ? Não comprar ? Não gostar ? ... E então, não fazia. Com respeito ao próximo e com consciência, era e agia contra. Não acreditava em nada mesmo. Mas queria que as pessoas fossem menos preguiçosas, menos racistas, menos idiotas, sedentárias, ignorantes, reclamonas, doentes, safadas, ociosas. Mas... Ela queria mesmo era saber porque as pessoas fazem coisas erradas, mesmo sabendo que é errado. Incluía-se nessas pessoas citadas, e não sabia o porque.

Fim

Um comentário:

  1. Esta noite entendi que seria o carma ou o destino que liga as pessoas. Mais na tarde ao conversarmos, entendi como é sorte encontrar-te, neste caminho e também busco esta resposta, se todos erramos devemos é corrigir nossos erros e tentar aprender com eles. Para que um dia isso tenha um fim ou um recomeço... <3

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